sábado, 3 de abril de 2010

Um tiro em cada pé

Vários donos de jornais, no Brasil, estão com os olhos brilhando: pensam em cobrar pelo acesso a seus portais de notícias.

Darão um tiro em cada pé. Será que não percebem que nem de graça estão sendo acessados como deveriam?

Vale lembrar da pesquisa feita por El País, na Espanha, no final de 2009.

O jornal espanhol perguntou a seus leitores: "Você está disposto a pagar por conteúdos de qualidade, na Rede?".

Recebeu um sonoro "não" de 86% dos leitores, como resposta.

A propósito: eu pensava que o El País só publicava material que considerava de qualidade.

A julgar pela enquete, anda publicando qualquer porcaria.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Brasil atinge dois milhões de domínios

Exatamente no dia 11 deste mês o Brasil registrou, na Internet, seu domínio de número dois milhões.

Para chegar a um milhão foram necessários 17 anos; para o segundo milhão, cerca de três.

Outra comemoração aconteceu agora em março, no dia 15: os 25 anos do primeiro registro .com da web.

Aconteceu em 15 de março de 1985: o do fabricante de computadores Symbolics Inc. Que ainda está ativo.

E qual foi o primeiro site brasileiro? Não se sabe. É quase inacreditável, mas perderam os registros.

Conte até dez e leia mais seis mil posts no Twitter

A cada dia 50 milhões de mensagens são postadas no Twitter. Seiscentas a cada segundo.

Quatro anos depois de criado, o serviço de micromensagens se transformou em uma poderosa ferramenta de comunicação.

O Twitter tem sido utilizado à exaustão pelos fãs do BBB. Sem dúvida será usado (com maior ou menor competência) pelos candidatos às eleições deste ano. E começa a ser explorado por muitas empresas.

É ou não uma interessante possibilidade de trabalho para jornalistas? Claro que sim. Ao menos para os que levam o Twitter a sério.

domingo, 7 de março de 2010

Uma matéria como você nunca ouviu antes

No jornalismo ainda é possível produzir uma matéria criativa, original, de uma maneira que ninguém havia pensado antes?

Ao menos na Internet, sim.

Um exemplo disso foi dado pelo site do New York Times.

A recente olimpíada de inverno, realizada em Vancouver, no Canadá, mostrou que em muitas provas a diferença entre o primeiro e o décimo competidor a cruzar a linha de chegada pode ser menor do que o tempo gasto para piscar os olhos.

Como fazer os leitores perceberem isso de forma clara, original, criativa?

O NY Times descobriu. Veja a reportagem "Frações de segundo: uma música olímpica".

Cada ponto no gráfico mostra a distância, em frações de segundo, entre a chegada de um e outro competidor.

Ao clicar no botão "Play" (cada sinal sonoro mostra a chegada de um competidor) você pode ver como o texto, a imagem e o som podem ser combinados para contar uma história.

Brilhante!